Como Malevitch, Nadir Afonso vai mostrar que a geometria em pintura pode ser dotada de cor, pureza e sensibilidade.
A colecção trazida à presença do público, serena e sem tensões, possui um frescor e um paladar a invenção que não dão idade nem à pintura nem ao pintor.
Manuela Azevedo Diário de Notícias, 21/10/1980
Um mito vivo que se tem dedicado a desmistificar a arte.
Viale Moutinho Diário de Notícias, 27/11/83
Uma festa para os olhos, um desafio contínuo à imaginação, à inteligência.
Diário de Notícias, 15/12/85
Admiramos a sua fiel geometria, a teimosia poética, a reflexão calma e delirante, a síntese sinalética das telas-cidades-mundos, o Agostinho da Silva dos riscos. Pintor de branco trabalhando, das muitas perguntas e das muitas repostas, do currículo circular.
Diário de Notícias, 23/12/86.
A sua actual mostra é a prova de uma originalidade muito pessoal e de um estilo conseguido em todos os níveis, especialmente no plano de uma geometrização do universo do quotidiano.
De salientar que a tónica da sua auto-apresentação é uma ataque mais ou menos felino e feroz à crítica e aos críticos de arte.
R.V. Êxito, 26/11/1987