Nadir não é simplesmente um pintor: é um artista raro; não partir daqui para o seu apreço, é quanto a mim, buscar em vão o seu mérito.
Arlindo Gonçalves da Rocha — O Primeiro de Janeiro, 21/10/1959.

O trabalho despertou interesse nas «Realités Nouvelles» do ano passado — e na nova Escola de Paris (que de resto não digere bem o abstraccionismo geométrico) este pintor sincero, que trabalha com uma coragem apaixonada, esta ganhando o seu lugar.
José-Augusto França, (O Comércio do Porto), 1959.

Nadir Afonso, porque o meio não lhe é propício ou ainda porque anseia por se situar onde se cruzam todos os caminhos da arte vai para Paris E de novo a largada, desta vez para o Rio de Janeiro. Sempre a inquietação, a sede da descoberta a torturá-lo.
A «Ponte de Austerlitz», «Neuilly», «Ópera», «La Seine», «Place du Châtelet», «La Concorde» surgem-nos, nessa estrema economia figurativa, com uma beleza fascinante, etérea e saborosamente oriental.
André Real — Diário de Notícias, 22/10/1959 

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