De Nadir assinalaremos, a revelação dum vigoroso pintor, «O Porto» e «Batalha», de larga visão e executados com nervo e nervosismo, sem receitas de atelier, sem truques, numa explosão instintiva de arte.
O Primeiro de Janeiro, 08/03/1944

Os três quadros de Nadir Rodrigues, que sendo, como vão ser, dos trabalhos da exposição, os mais incompreendidos e discutidos, têm jus precisamente a esse relevo, como afirmações de possante originalidade, de vincada individualidade e de simpática intransigência e independência.
Diário de Notícias, 18/01/45

Nadir Rodrigues já o notáramos numa exposição de arte Moderna pelos seus trabalhos de natureza impressionista e «fauve». Agora experimenta nova senda, a do surrealismo, em que é particularmente feliz em «Évora» e «Oliveiras». São bonitas essas árvores, transfiguradas em seres antediluvianos, rodeadas por uma atmosfera cheia de delicadas e subtis poalhos de cor. A «Cidade» com uma luz muito original, aparenta certa sugestão cubista. Vê-se pois, que Nadir ensaia os seus passos, encaminhando-se em várias direcções. Em qualquer delas manifesta qualidades dignas de atenção.
Adriano de Gusmão — O Primeiro de Janeiro, 12/12/1945.

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